Spring Talks

Posted in Uncategorized by Spring on 2 September, 2008

Após uns dias de férias na Madeira regressei à capital iluminada:

1. Quero ser loira e burra, sem ambições de nenhum tipo a não ser apanhar sol e passear-me de barco. A vida fútil é tão feliz.
2. A filosofia, a estética, a ontologia e todas as merdas não servem para nada. N.A.D.A. São puros exercícios de virtuosismo estéril. Nunca salvarão o mundo, nem ajudarão as criancinhas em África, nem os monges tibetanos.
3. O feliz é o que vive bem. O resto são conversas.
4. Um jacuzzi em frente ao mar deixa um sentimento de felicidade que um Kant numa casa londrina nunca conseguira provocar.
5. Os inteligentes são deprimidos e infelizes. Sofrem com a sua condição moderna. Levem-nos para uma piscina com sumos de maracujá e música bem alto a ver como curam os seus males e também eles se convertem ao dolce fare niente.

Assim sendo, declaro extinto qualquer interesse de ordem intelectual.

10 Responses

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  1. sara said, on 2 September, 2008 at 11:10 am

    :) )))))))

    o 5º ponto é bastante lúcido!

  2. joao said, on 2 September, 2008 at 11:26 am

    não te deixes lever pelo fácil! :)

  3. Jorge Marmelo said, on 2 September, 2008 at 12:09 pm

    Assim é que é falar!

  4. malagueta said, on 2 September, 2008 at 12:25 pm

    Ah pois é!!! Good life, good life!
    Glad to read happiness! ;)

  5. S. said, on 2 September, 2008 at 4:51 pm

    1º – Loira e burra – bom, isso eu já sou (e por natureza, sem corantes nem conservantes).

    2º – Afirmas que os amigos da sabedoria (“philos”+”sophia”), as sensações (“aisthesis”) e o discurso sobre o ser (“ontos”+”logos”) são exercícios estéreis. Mas, sem todos eles, resta algo mais? Sobre a fome em África, o Henry Miller diria: «A fome é o barómetro da alma». Quanto aos monges, trata-se de ir pregar para outra freguesia… um monge agarrado ao território não é um autêntico monge… Título desenraizante de Italo Calvino: «Um eremita na cidade».

    3º – Absolutamente de acordo.

    4º – Acho que preferia um mar em frente ao jacuzzi (e não o contrário). Um jacuzzi é ainda demasiado limitado. E sim, livremo-nos de Kant, como Nietzsche se queria livrar da gramática.

    5º – Quanto aos inteligentes (“inter”+”eligere”, escolher entre os eleitos), como Pierre Bourdieu não se cansou de expor, são aquela classe discriminatória (racista, xenófoba, sexista, etc.) que se baseia na sua gramática intelectual para censurar a vida e discriminar os seus “eleitos” (todo o intelectual é subserviente de um Deus dos Eleitos, tenha ou não consciência do facto).

    Bjs

    S.

  6. comboio turbulento said, on 2 September, 2008 at 6:22 pm

    Haja gente que volta de férias de mente limpa :)

  7. joao said, on 2 September, 2008 at 6:53 pm

    lever nunca poderás ser, agora levar …

  8. jp said, on 3 September, 2008 at 4:33 pm

    olarilolé. a cada um o seu jacuzi, para mim pode ser com imperial fresquinha

  9. Jo said, on 17 September, 2008 at 12:46 pm

    :) façamos disso um hábito.

    E o segredo é o equilíbrio.

  10. Miss Spring said, on 17 September, 2008 at 9:37 pm

    Jo, o segredo é também ter amigos como tu… ;)


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