Após uns dias de férias na Madeira regressei à capital iluminada:
1. Quero ser loira e burra, sem ambições de nenhum tipo a não ser apanhar sol e passear-me de barco. A vida fútil é tão feliz.
2. A filosofia, a estética, a ontologia e todas as merdas não servem para nada. N.A.D.A. São puros exercícios de virtuosismo estéril. Nunca salvarão o mundo, nem ajudarão as criancinhas em África, nem os monges tibetanos.
3. O feliz é o que vive bem. O resto são conversas.
4. Um jacuzzi em frente ao mar deixa um sentimento de felicidade que um Kant numa casa londrina nunca conseguira provocar.
5. Os inteligentes são deprimidos e infelizes. Sofrem com a sua condição moderna. Levem-nos para uma piscina com sumos de maracujá e música bem alto a ver como curam os seus males e também eles se convertem ao dolce fare niente.
Assim sendo, declaro extinto qualquer interesse de ordem intelectual.
o 5º ponto é bastante lúcido!
não te deixes lever pelo fácil!
Assim é que é falar!
Ah pois é!!! Good life, good life!
Glad to read happiness!
1º – Loira e burra – bom, isso eu já sou (e por natureza, sem corantes nem conservantes).
2º – Afirmas que os amigos da sabedoria (“philos”+”sophia”), as sensações (“aisthesis”) e o discurso sobre o ser (“ontos”+”logos”) são exercícios estéreis. Mas, sem todos eles, resta algo mais? Sobre a fome em África, o Henry Miller diria: «A fome é o barómetro da alma». Quanto aos monges, trata-se de ir pregar para outra freguesia… um monge agarrado ao território não é um autêntico monge… Título desenraizante de Italo Calvino: «Um eremita na cidade».
3º – Absolutamente de acordo.
4º – Acho que preferia um mar em frente ao jacuzzi (e não o contrário). Um jacuzzi é ainda demasiado limitado. E sim, livremo-nos de Kant, como Nietzsche se queria livrar da gramática.
5º – Quanto aos inteligentes (“inter”+”eligere”, escolher entre os eleitos), como Pierre Bourdieu não se cansou de expor, são aquela classe discriminatória (racista, xenófoba, sexista, etc.) que se baseia na sua gramática intelectual para censurar a vida e discriminar os seus “eleitos” (todo o intelectual é subserviente de um Deus dos Eleitos, tenha ou não consciência do facto).
Bjs
S.
Haja gente que volta de férias de mente limpa
lever nunca poderás ser, agora levar …
olarilolé. a cada um o seu jacuzi, para mim pode ser com imperial fresquinha
E o segredo é o equilíbrio.
Jo, o segredo é também ter amigos como tu…